Laura sentia como se tudo tivesse se esvaziado suavemente dando aos pés a impressão de leveza,como se estivesse voando...
Acabara a aula,o trabalho, os filhos viajavam devidamente acompanhados por comissárias boazinhas para casa dos avós e Laura estava só e sentia toda a emoção,medo e ansiedade de um primeiro encontro,emprego ou baseado.
Laura sentia-se infanto-juvenil e queria correr na praia, meditar, ler Nietzsche e comer verduras frescas.
Acabara a aula,o trabalho, os filhos viajavam devidamente acompanhados por comissárias boazinhas para casa dos avós e Laura estava só e sentia toda a emoção,medo e ansiedade de um primeiro encontro,emprego ou baseado.
Laura sentia-se infanto-juvenil e queria correr na praia, meditar, ler Nietzsche e comer verduras frescas.
Refletia em situações profundas, mas sua ocupação principal não era mais pensar no quanto o ser humano era pária de si mesmo.
Laura agora tinha tempo para fazer as unhas...Do nada parou de ter medo de mudar,e da noite para o dia mudou de religião, de emprego, de marido e foi viajar.
Laura agora tinha tempo para fazer as unhas...Do nada parou de ter medo de mudar,e da noite para o dia mudou de religião, de emprego, de marido e foi viajar.
No caminho, um cruzeiro no maior dos iates com a maior das prestações, Laura preparou-se para conhecer um príncipe encantado, um homem gentil,inteligente, educado e bem sucedido.
Não era por mal que pensava assim , mas queria segurança, compreensão, camaradagem e paz, antes de mais nada.
Conheceu o Barman, um bêbado quarentão que não tinha nada da boa educação que esperava. Não lia filosofia e tinha expectativas sutis.
Laura amou-o de cara, um perdedor num mundo de doentes ganhadores.
E Laura voltou do cruzeiro apaixonada como nunca por aquelas coisas que o Barman dizia no ouvido dela, á noite, na proa do navio...E explodia louca com um amor que nascia, e roía agora as unhas antes pintadas,e refletia sobre companheirismo, a desvantagem das mulheres em serem escolhidas,as possibilidades eruditas da solidão...
Não era por mal que pensava assim , mas queria segurança, compreensão, camaradagem e paz, antes de mais nada.
Conheceu o Barman, um bêbado quarentão que não tinha nada da boa educação que esperava. Não lia filosofia e tinha expectativas sutis.
Laura amou-o de cara, um perdedor num mundo de doentes ganhadores.
E Laura voltou do cruzeiro apaixonada como nunca por aquelas coisas que o Barman dizia no ouvido dela, á noite, na proa do navio...E explodia louca com um amor que nascia, e roía agora as unhas antes pintadas,e refletia sobre companheirismo, a desvantagem das mulheres em serem escolhidas,as possibilidades eruditas da solidão...
Ao fim do cruzeiro decidiu manter-se apática, completamente distante da realidade como sempre fazia,pensou em jogar-se no mar,em continuar aquele namoro de viagem,em sumir,em fugir com o cozinheiro,ou com o comandante, fato esse, que haveria de ser melhor pensado e arquitetado.
O fundo do mar...
Laura pensava no fundo do mar como um alivio, onde tudo era translúcido e honestamente tocante,onde as horas passavam como cardumes coloridos,onde as dificuldades morriam na barriga de uma baleia.
Laura pensava no fundo do mar como um alivio, onde tudo era translúcido e honestamente tocante,onde as horas passavam como cardumes coloridos,onde as dificuldades morriam na barriga de uma baleia.
Laura olhou o mar e foi viver,bem lá no fundo, aonde os sonhos trafegam entre o imaginário e o real e quase se concretizam, não fosse por um motivo:Laura acordara.
Eram 8:30 da manhã, seus filhos berravam e esmurravam-se num misto de derramamento de Nescau e terapia do grito...seu marido falava ao telefone e ao lhe ver acordando disse: "sua amiga da faculdade para você, disse que voces tem um seminário para apresentar hoje.Sua chefe também ligou, 2 vezes.Você está atrasada,tá tudo bem?"
Eram 8:30 da manhã, seus filhos berravam e esmurravam-se num misto de derramamento de Nescau e terapia do grito...seu marido falava ao telefone e ao lhe ver acordando disse: "sua amiga da faculdade para você, disse que voces tem um seminário para apresentar hoje.Sua chefe também ligou, 2 vezes.Você está atrasada,tá tudo bem?"
Laura sentiu-se feliz e infeliz, nunca saberia afinal o que seria melhor(ou pior): marido, crianças e dor de cabeça ou o seu Barman de poucas opções e muitas trocas de fluídos?
Lembrou sorrateiramente, que sempre lhe restaria o fundo do mar!........
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