Natasha
Laurent
Clarck
Laurent
Clarck
Três personagens de uma história da vida,mais uma destas tantas milhões de historias que estão por aí para serem escritas.
A noite em que clarck laurent e natasha se encontraram na Lapa era uma sexta feira 13 e o céu com toda sua chuva ácida e metafórica despencava como uma torneira arrebentada sobre a cidade.
Os três beberam,fumaram,falaram de fotografia,beberam mais,falaram de suas preferencias filosóficas,um pouco de Nietzsche, Schopenhauer,Lao Tzé, foram em média 4 vezes cada um ao banheiro e decidiram então, assaltar um banco.
Ninguém sabe em que momento da acalorada conversa a bisonha idéia surgiu nem de onde surgiu aquela marreta, mas o fato é que estavam lá os três dando uma marretada na porta de um banco qualquer (destes que fazem a televisão nos enganar dizendo que as coisas não tem preço) ás 5:30 da manhã..
O FATO,ABSURDO OU SEGUNDA PARTE
Natasha chorava com as mãos sujas do sangue do vidro da porta que, apesar de ter quebrado, nao abriu o sufieciente nem para eles entrarem naquele banco vazio e devidamente blindado ás 5.30 da manha.Mesmo assim ela forçou o vidro,cortou as mãos e eles entraram.
Por dois minutos, talvez um pouco menos, eles estiveram como nunca na mesma onda,resultado das cervejas,baseados e idéias subversivas que saiam da existência comum entre eles naquela sexta feira 13.
Um minuto e meio de perder-se,do mundo cair como caiu o vidro,do vidro cortar como corta a vida.Um minuto e meio de sacação sobre o nada e suas indecisões, sobre o certo e o errado,as escolhas,essa coisa toda que todo mundo teima em dizer que tem um sentido e a gente procura-o sentido- na oração, no sexo , no dinheiro,no whisky e mesmo assim não encontra.
A sirene da polícia se aproxima...
30 ANOS DEPOIS
Clarck virou um rockeiro cinquentão,tem carro e moto.
Gosta de levar a mulher para sair de noite na moto.
Ainda bebe bastante e não pode assumir um cargo público porque sua ficha policial na época ainda era muito pesada em consequência do episódio do banco.
Gosta de levar a mulher para sair de noite na moto.
Ainda bebe bastante e não pode assumir um cargo público porque sua ficha policial na época ainda era muito pesada em consequência do episódio do banco.
Vive bem graças ao dinheiro que já tinha de família e ao esmero empreendedor de sua mulher.
Laurent foi morar na França onde tinha parentes pois era neto de franceses.
Trabalhou em uma fábrica de sardinhas para comprar a passagem.
Trabalhou em uma fábrica de sardinhas para comprar a passagem.
Conseguiu chegar até lá mas não conseguiu cidadania por culpa do incidente no banco.
Vive ilegal mas feliz, pois fala francês sem sotaque e parece que se converteu ao evangelho em Saint Etyenne, interior da França.
O único inconveniente e ter que mudar constantemente pulando de cidade em cidade, driblando a imigraçãoo.Mas sua mulher tem origem cigana e parece gostar.
O único inconveniente e ter que mudar constantemente pulando de cidade em cidade, driblando a imigraçãoo.Mas sua mulher tem origem cigana e parece gostar.
Natasha recolheu-se durante 10 anos depois de 1 ano e meio de prisão por vandalismo e invasão de patrimônio junto com Clarck e Laurent. Depois resolveu ir á luta,fez mestrado, doutorado, mas nunca arrumou ninguém pra amar.
Tem eventuais namorados mas parece mais dada á erudição e aos devaneios.
A cicatriz de sua mão coça quando vai chover.
Ela e Clarck ainda se falam ás vezes por telefone, e já até se esbarraram num posto de gasolina onde demonstraram mutuamente um misto de consideração,pressa e tédio.
Tem eventuais namorados mas parece mais dada á erudição e aos devaneios.
A cicatriz de sua mão coça quando vai chover.
Ela e Clarck ainda se falam ás vezes por telefone, e já até se esbarraram num posto de gasolina onde demonstraram mutuamente um misto de consideração,pressa e tédio.
A Lapa vai bem obrigada e os personagens são outros,mas continuam conspirando . A marreta continua perdida por aí.
Marretas duram séculos...
Marretas duram séculos...
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