UM DIA ESTRANHO
Anita saiu de casa cedo naquela manhã. Algo entre o primeiro estrondo de sol nascente e a buzina de ônibus.
Seguia como todos e todos os dias o seu caminho quando recebeu a ligação.
Vestia uma calça jeans com uma blusa comprida e esvoaçante, uma pulseira descascada e as orelhas vazias, gostaria de nunca ter furado as orelhas."Diferente agora", pensou ela, "era não ter tatuagens." Interrompida exatamente no nonsense pensamento, Anita recebeu a ligação de Jonas.
-Oi - me diz aí, quanto tempo.
-Anita a parada é seria, vou morar no Rio de Janeiro e quero casar com você..
-Como é que é?
E assim num rompante de assombro e delírio, Anita pulou do ônibus e correu pelo aterro do Flamengo como uma desvairada as 8 da manhã. Chegou 20 minutos atrasada no seu emprego proletário, que pagava mal mas lhe fazia bem, e perdeu o direito ao cartão refeição do mês, honraria prestada aos funcionários exemplares (funcionais?), que nunca se atrasam e nem sabem enrolar.
Sempre quisera este casamento mas o "louco do sobrado", apelido carinhoso que lhe dera Anita, só gostava de loiras e divagações. Cansou-se dele como cansou-se de Deus a mulher de Jó.
E agora aquela noticia súbita, desengonçada e por que não estranha?
Durante o dia de trabalho, papéis e traças, porque só os livros são solenes (por isso trabalhava em uma livraria), Anita divagou sobre o amor, leu um pouco de Ovídio entre o fim do almoço e o começo da tarde, atendeu uma cliente com convicções niilistas, o que lhe deu um sórdido prazer, e foi embora no fim do expediente despedindo-se dos clientes e colegas, decidida a aceitar o pedido.
Ao entrar no elevador do prédio o porteiro lhe chamou:
- Ô dona Anita, tem um buque de flores aqui pra senhora.
Um misto de intumescimento e medo desfigurou Anita:
- Como é que é?
- Isso aí, e tem mais, o cara que trouxe tá doidão dormindo ali atrás do prédio,acho que ele tomou uns quente enquanto esperava a senhora.
Anita em pânico, partiu pela lateral do prédio pisando nos escombros da calçada em reconstrução. Lhe ocorreu no caminho que tudo era fugaz e voraz, assim como agiam os sapatos e as bicicletas sobre a pedra portuguesa, agia o tempo sobre suas pálpebras.
Quando chegou aos fundos do prédio deu um grito:
-AHHHHHHHHHHH. Péricles? O que você esta fazendo aqui?
Mas Péricles não respondia e em seu silencio embriagado e profundo olhou pra ela e vomitou, agarrado a uma garrafa de cachaça barata.
Depois de um banho frio, dois cigarros e três cafés, Péricles se recompôs e deteve-se explicando-se das maneiras mais medonhas possíveis.
- Fala logo Péricles, o que você quer? Não vai me dizer que quer casar comigo? ahahahaha
- Não, quê isso Anita...
(e um anjo mal encarado passou na sala deixando um silêncio sepulcral.)
-Na verdade não e sim...depende...
- Fala logo, homem, o que tu quer e vai embora que eu preciso dormir ... essa vida de escrava urbana acaba com o meu glamour.
-Eu quero fazer um cruzeiro com você. Os dias de dureza acabaram, Anitinha, o titio aqui apostou alto e acertou em cheio.
Gastei meus últimos vinte reais na loteria, fiquei até sem cigarros por isso, mas deu certo.
Eu estou rico e quero viajar com você ...vamos fazer um cruzeiro, nos divertir, curtição total, yeah!
- Mas como assim?Ficou rico? E que historia é essa de curtição total, semana passada quando me declarei para você pela 5° vez você me disse que esse papo de amor não tá com nada.
- Tudo bem Anita, mas nós vamos como amigos, sei lá, a gente mergulha na piscina, enche a cara, toma algumas drogas e depois pensa nisso, vê qual é, sacou?
- Vê qual é? Sei...olha só gato, na verdade eu queria te dizer que eu estou NOIVA.
- Como?
- Isso aí, assinzinho como você ouviu, como Moisés ouvindo à Deus no Monte Sinai ou Arjuna recebendo instruções de Krishna em meio à guerra e destruição.Tudo muito sério...
Eu vou me casar com o Jonas.
- Que? O pescador? E vão morar num barco ou numa ilha? AHAHAHAHAHA
- Escuta aqui, eu me amarro na sua, mas não precisa ficar com dor de cotovelo só porque eu vou casar.
- Eu? Fala sério? Eu não acredito no amor, isso é coisa de quem não tem mais o que fazer, os novos comunistas querendo dar o contra no axioma que eles mesmos criaram só para parecerem modernos. O amor é alienante.
- Beleza, então você que não ama e também não trabalha, por favor retire-se do meu recinto porque eu preciso dormir, ainda não ganhei na loteria.
- Tá bem...então, boa noite. E obrigada pelo café. Ah! Se quiser posso lhe emprestar algum dinheiro...amanhã.
E saiu chutando as pilastras sob a penumbra da bebedeira e da perplexidade.
Anita saiu de casa cedo naquela manhã. Algo entre o primeiro estrondo de sol nascente e a buzina de ônibus.
Seguia como todos e todos os dias o seu caminho quando recebeu a ligação.
Vestia uma calça jeans com uma blusa comprida e esvoaçante, uma pulseira descascada e as orelhas vazias, gostaria de nunca ter furado as orelhas."Diferente agora", pensou ela, "era não ter tatuagens." Interrompida exatamente no nonsense pensamento, Anita recebeu a ligação de Jonas.
-Oi - me diz aí, quanto tempo.
-Anita a parada é seria, vou morar no Rio de Janeiro e quero casar com você..
-Como é que é?
E assim num rompante de assombro e delírio, Anita pulou do ônibus e correu pelo aterro do Flamengo como uma desvairada as 8 da manhã. Chegou 20 minutos atrasada no seu emprego proletário, que pagava mal mas lhe fazia bem, e perdeu o direito ao cartão refeição do mês, honraria prestada aos funcionários exemplares (funcionais?), que nunca se atrasam e nem sabem enrolar.
Sempre quisera este casamento mas o "louco do sobrado", apelido carinhoso que lhe dera Anita, só gostava de loiras e divagações. Cansou-se dele como cansou-se de Deus a mulher de Jó.
E agora aquela noticia súbita, desengonçada e por que não estranha?
Durante o dia de trabalho, papéis e traças, porque só os livros são solenes (por isso trabalhava em uma livraria), Anita divagou sobre o amor, leu um pouco de Ovídio entre o fim do almoço e o começo da tarde, atendeu uma cliente com convicções niilistas, o que lhe deu um sórdido prazer, e foi embora no fim do expediente despedindo-se dos clientes e colegas, decidida a aceitar o pedido.
Ao entrar no elevador do prédio o porteiro lhe chamou:
- Ô dona Anita, tem um buque de flores aqui pra senhora.
Um misto de intumescimento e medo desfigurou Anita:
- Como é que é?
- Isso aí, e tem mais, o cara que trouxe tá doidão dormindo ali atrás do prédio,acho que ele tomou uns quente enquanto esperava a senhora.
Anita em pânico, partiu pela lateral do prédio pisando nos escombros da calçada em reconstrução. Lhe ocorreu no caminho que tudo era fugaz e voraz, assim como agiam os sapatos e as bicicletas sobre a pedra portuguesa, agia o tempo sobre suas pálpebras.
Quando chegou aos fundos do prédio deu um grito:
-AHHHHHHHHHHH. Péricles? O que você esta fazendo aqui?
Mas Péricles não respondia e em seu silencio embriagado e profundo olhou pra ela e vomitou, agarrado a uma garrafa de cachaça barata.
Depois de um banho frio, dois cigarros e três cafés, Péricles se recompôs e deteve-se explicando-se das maneiras mais medonhas possíveis.
- Fala logo Péricles, o que você quer? Não vai me dizer que quer casar comigo? ahahahaha
- Não, quê isso Anita...
(e um anjo mal encarado passou na sala deixando um silêncio sepulcral.)
-Na verdade não e sim...depende...
- Fala logo, homem, o que tu quer e vai embora que eu preciso dormir ... essa vida de escrava urbana acaba com o meu glamour.
-Eu quero fazer um cruzeiro com você. Os dias de dureza acabaram, Anitinha, o titio aqui apostou alto e acertou em cheio.
Gastei meus últimos vinte reais na loteria, fiquei até sem cigarros por isso, mas deu certo.
Eu estou rico e quero viajar com você ...vamos fazer um cruzeiro, nos divertir, curtição total, yeah!
- Mas como assim?Ficou rico? E que historia é essa de curtição total, semana passada quando me declarei para você pela 5° vez você me disse que esse papo de amor não tá com nada.
- Tudo bem Anita, mas nós vamos como amigos, sei lá, a gente mergulha na piscina, enche a cara, toma algumas drogas e depois pensa nisso, vê qual é, sacou?
- Vê qual é? Sei...olha só gato, na verdade eu queria te dizer que eu estou NOIVA.
- Como?
- Isso aí, assinzinho como você ouviu, como Moisés ouvindo à Deus no Monte Sinai ou Arjuna recebendo instruções de Krishna em meio à guerra e destruição.Tudo muito sério...
Eu vou me casar com o Jonas.
- Que? O pescador? E vão morar num barco ou numa ilha? AHAHAHAHAHA
- Escuta aqui, eu me amarro na sua, mas não precisa ficar com dor de cotovelo só porque eu vou casar.
- Eu? Fala sério? Eu não acredito no amor, isso é coisa de quem não tem mais o que fazer, os novos comunistas querendo dar o contra no axioma que eles mesmos criaram só para parecerem modernos. O amor é alienante.
- Beleza, então você que não ama e também não trabalha, por favor retire-se do meu recinto porque eu preciso dormir, ainda não ganhei na loteria.
- Tá bem...então, boa noite. E obrigada pelo café. Ah! Se quiser posso lhe emprestar algum dinheiro...amanhã.
E saiu chutando as pilastras sob a penumbra da bebedeira e da perplexidade.
CHEGADA DE JONAS
- Você já está com a voz embargada Jonas, aff!
Que coisa estranha conversar com você bêbado sobre o casamento, e os convidados, e tudo mais.
- Convidados? Você falou convidados? Convidados só servem para uma coisa, ponha isso na sua cabeça: comer e beber às suas custas. Faça um pequeno churrasco para os íntimos e sinta o que são convidados quando tiverem roubado seus cds e quebrado sua privada.
- Ah. Sem convidados. Já havia imaginado. E como você pretende casar-se comigo?
- Então, pensei que podíamos falar sobre isso amanhã ou aos poucos entendeu? Mas não assim de cara, tô cansado da viagem.
- Hum, claro, claro, mas só queria te dizer que só poderemos casar depois das férias porque vou fazer um rápido cruzeiro com o Péricles.
-QUÊ???????? Cruzeiro com o Péricles? AHAHAHAH. Só se for até a Bahia de Guanabara. E você vai pagar a cerveja.
- Pois pra seu governo gatinho, eu não vou pagar 1 real, e mesmo que pagasse, o Péricles ao menos não me enrola.
- Te enrola? E por que ele deveria te enrolar? Anita, mon amour, presta atenção, eu quero CASAR com você.
- AH, agora quer falar sobre o casamento? Poxa, era melhor deixar pra outra hora, você está muito cansado da viagem.
O AMOR É DE NINGUÉM
Que coisa estranha conversar com você bêbado sobre o casamento, e os convidados, e tudo mais.
- Convidados? Você falou convidados? Convidados só servem para uma coisa, ponha isso na sua cabeça: comer e beber às suas custas. Faça um pequeno churrasco para os íntimos e sinta o que são convidados quando tiverem roubado seus cds e quebrado sua privada.
- Ah. Sem convidados. Já havia imaginado. E como você pretende casar-se comigo?
- Então, pensei que podíamos falar sobre isso amanhã ou aos poucos entendeu? Mas não assim de cara, tô cansado da viagem.
- Hum, claro, claro, mas só queria te dizer que só poderemos casar depois das férias porque vou fazer um rápido cruzeiro com o Péricles.
-QUÊ???????? Cruzeiro com o Péricles? AHAHAHAH. Só se for até a Bahia de Guanabara. E você vai pagar a cerveja.
- Pois pra seu governo gatinho, eu não vou pagar 1 real, e mesmo que pagasse, o Péricles ao menos não me enrola.
- Te enrola? E por que ele deveria te enrolar? Anita, mon amour, presta atenção, eu quero CASAR com você.
- AH, agora quer falar sobre o casamento? Poxa, era melhor deixar pra outra hora, você está muito cansado da viagem.
O AMOR É DE NINGUÉM
Nas semanas seguintes, Anita deteve-se mais do que nunca à reflexões vazias, ideias esfumaçadas, chiaroescuro em pensamentos oblíquos e desajeitados.
Nada lhe tirava da cabeça que as duas coincidências estavam intimamente ligadas, fosse por uma conjunção astral absurda e não alcançada pela ciência (assim como as grandes teogonias místicas), fosse pela conversa que havia tido com Péricles meses atrás.
Tudo corria imperfeitamente bem quando Anita resolveu-se por amar aqueles dois homens, e nada nem ninguém conseguia dissuadi-la daquela ideia fixa, quase obcecada, deste triângulo aparentemente impossível, visto que nenhum de seus escolhidos fazia a mínima questão de relacionar-se com ela em condições normais de temperatura e pressão.
Meses antes, em meio a doses cavalares de vodka, Anita soltou o verbo e confessou para Péricles no meio da noitada:
- Tenho tudo planejado.
- Como?
- A gente, digo, nós três... nossa vida no interior e os filhos e cachorros que iremos adotar.
- Desculpe Anita, não estou ouvindo nada, o som tá muito alto, esta banda arrebenta, yeah!!
Me dá licença, daqui a pouco eu volto, tem uma garota sorrindo pra mim na fila do banheiro feminino,vou até lá...
E agora aquilo? Um cruzeiro e um pedido de casamento?
Era mais do que nunca hora de agir, mas, e se "Péricles contara a Jonas e eles resolveram me pregar uma peça?", e se "fora só uma coincidência e os dois ao mesmo tempo realmente se deram conta que eu sou a mulher mais incrível que eles conhecem?". Ainda assim seria estranho, Anita conhecia o seu poder de sedução agora que era uma mulher segura, madura e sensata(??), mas sabia também que no colegial nunca fizera sucesso como Michele e Renatinha, suas colegas balizas da banda.
Precisava ainda assim descobrir o que estava por trás daquela maluquice de casamento e cruzeiro e resolveu marcar um encontro para, enfim, declarar sobriamente os seus sentimentos.
Sabia de antemão que seria rechaçada, mesmo assim precisava contar definitivamente o que sentia, ainda que parecesse ridiculamente pretensiosa ou vadia (coisas que os homens necessitam pensar para sentirem-se melhor em relação às mulheres com personalidade não contemplativa).
- Péricles, Jonas...eu amo vocês. Os dois, sem tirar nem por. Sei que parece absurdo levando-se em consideração as estatísticas demográficas de gênero no país, mas ou eu fico com os dois, ou não fico com nenhum.
- Ah é? Disse Jonas de maneira descontroladamente impiedosa, - e como pretende dar conta dos dois?
-Você está sendo indelicado Jonas...
- Ahaha. Indelicado? Eu estou sendo prático docinho. Quero saber até onde vai a sua loucura.
- Tá bem. Acho que podemos dividir, segunda quarta e sexta eu fico com Péricles, terça, quinta e sábado com você. No domingo faço as unhas e visito a mamãe.
- E o amor vai ser igual para os dois? Perguntou abismado Jonas.
- Epa, epa, epa. Sem essa de amor para os dois.Já falei que não acredito no amor...é uma invenção Hollywoodiana besta para enrolar os idiotas e obrigá-los a comprarem presentes no dia dos namorados. Ou o amor é de ninguém, ou eu saio deste triângulo sem nem ter entrado - retrucou tacitamente Péricles.
Nada lhe tirava da cabeça que as duas coincidências estavam intimamente ligadas, fosse por uma conjunção astral absurda e não alcançada pela ciência (assim como as grandes teogonias místicas), fosse pela conversa que havia tido com Péricles meses atrás.
Tudo corria imperfeitamente bem quando Anita resolveu-se por amar aqueles dois homens, e nada nem ninguém conseguia dissuadi-la daquela ideia fixa, quase obcecada, deste triângulo aparentemente impossível, visto que nenhum de seus escolhidos fazia a mínima questão de relacionar-se com ela em condições normais de temperatura e pressão.
Meses antes, em meio a doses cavalares de vodka, Anita soltou o verbo e confessou para Péricles no meio da noitada:
- Tenho tudo planejado.
- Como?
- A gente, digo, nós três... nossa vida no interior e os filhos e cachorros que iremos adotar.
- Desculpe Anita, não estou ouvindo nada, o som tá muito alto, esta banda arrebenta, yeah!!
Me dá licença, daqui a pouco eu volto, tem uma garota sorrindo pra mim na fila do banheiro feminino,vou até lá...
E agora aquilo? Um cruzeiro e um pedido de casamento?
Era mais do que nunca hora de agir, mas, e se "Péricles contara a Jonas e eles resolveram me pregar uma peça?", e se "fora só uma coincidência e os dois ao mesmo tempo realmente se deram conta que eu sou a mulher mais incrível que eles conhecem?". Ainda assim seria estranho, Anita conhecia o seu poder de sedução agora que era uma mulher segura, madura e sensata(??), mas sabia também que no colegial nunca fizera sucesso como Michele e Renatinha, suas colegas balizas da banda.
Precisava ainda assim descobrir o que estava por trás daquela maluquice de casamento e cruzeiro e resolveu marcar um encontro para, enfim, declarar sobriamente os seus sentimentos.
Sabia de antemão que seria rechaçada, mesmo assim precisava contar definitivamente o que sentia, ainda que parecesse ridiculamente pretensiosa ou vadia (coisas que os homens necessitam pensar para sentirem-se melhor em relação às mulheres com personalidade não contemplativa).
- Péricles, Jonas...eu amo vocês. Os dois, sem tirar nem por. Sei que parece absurdo levando-se em consideração as estatísticas demográficas de gênero no país, mas ou eu fico com os dois, ou não fico com nenhum.
- Ah é? Disse Jonas de maneira descontroladamente impiedosa, - e como pretende dar conta dos dois?
-Você está sendo indelicado Jonas...
- Ahaha. Indelicado? Eu estou sendo prático docinho. Quero saber até onde vai a sua loucura.
- Tá bem. Acho que podemos dividir, segunda quarta e sexta eu fico com Péricles, terça, quinta e sábado com você. No domingo faço as unhas e visito a mamãe.
- E o amor vai ser igual para os dois? Perguntou abismado Jonas.
- Epa, epa, epa. Sem essa de amor para os dois.Já falei que não acredito no amor...é uma invenção Hollywoodiana besta para enrolar os idiotas e obrigá-los a comprarem presentes no dia dos namorados. Ou o amor é de ninguém, ou eu saio deste triângulo sem nem ter entrado - retrucou tacitamente Péricles.
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